Arquivo de maio, 2007

Ah, se em Votuporanga fosse assim!

Li na coluna de hoje da jornalista Mônica Bergamo, da Folha de São Paulo, que o ex-chanceler Celso Lafer recebeu uma multa da prefeitura de São Paulo, no valor de R$ 300,00, em uma casa que ele está construindo na cidade e, que, estaria em desacordo a um termo de compromisso ambiental. Lafer diz que não sabe exatamente o motivo, mas, desconfia que tenha sido um barraco de obra que estava perto de uma árvore e, que, poderia danificá-la. Celso diz também já ter removido o barraco.

Gente, igualzinho na minha cidade. Rs. Aqui várias árvores são cortadas diáriamente. A maioria das alegações, em conversa com as “assassinas da natureza”-nesse caso, são as mulheres que pedem o corte, infelizmente ponto ultra-mega-blaster negativo pra nós-, são de que  sujam demais as calçadas e elas não aguentam mais varrer. Não sei se é este o motivo alegado junto à Prefeitura (devem inventar outra coisa) mas o certo é de que a autorização é dada, sem maiores questionamentos. Já liguei na Secretária de Meio Ambiente e a secretaria sempre diz que o “responsável não está” e de que ela não pode dar maiores detalhes.

Até quem não corta, faz uma poda tão agressiva que não sobram muitas folhas pra “sombrear” nossas vidas. E, o mais engraçado, é de que foi a Prefeitura quem deu um curso de podas de árvores, para uns “coitados” desempregados que, sem querer ofender, acho que nem sabem o que seja meio-ambiente, e eles agora saem por aí “destruindo” tudo o que é verde, com o consentimento dos “donos” das árvores. Digo “donos” porque estão plantadas na frente de suas casas e eles são considerados os responsáveis.

Tá triste andar por essa cidade. A gente só vê amontoado de galhos em frente das casas e as árvores quase que, completamente, “peladas”(rs).

Enfim, é a “sabedoria” da maioria que está vencendo os “revoltados” ambientais que, não tendo mais o que fazer na vida-segundo eles-, ficam se preocupando com a árvore do vizinho. A natureza agradece e vai retribuir, em dobro, esse desmatamento. É só esperar e nem vai precisar muito tempo não. Pode esperar em pé, não precisa sentar.

”DEUS AMOU OS PÁSSAROS E INVENTOU AS ÁRVORES. O HOMEM APRISIONOU OS PÁSSAROS E  DESTRUIU AS ARVORES”.

Fiz “cagada”? Vou me internar!

É moda agora. Principalmente entre políticos. Falou besteira, fez alguma coisa condenável perante a Justiça ou opinião pública, o cara fica doente, se interna, manda publicar um pedido de desculpas, depois sai do hospital, onde, é constatado que ele não tinha absolutamente nada. Nem vergonha na cara.

O caso mais recente envolve o deputado Clodovil. Ofendeu as mulheres dizendo que nos tornarmos vulgares e siliconadas, além de trabalharmos deitadas e descansarmos em pé. Quer dizer, nos chamou, literalmente, de putas. E, pensar, que foram muitas putas que elegeram esse ser desprezível, além do fato de que o “nobre” gosta da mesma “fruta” que nós, putas, gostamos. Provavelmente tal desabafo dever ser revolta por não ter nascido uma puta. 

 Espero que esse seja o primeiro e último mandato. Que as putas mais velhas(onde reside maior parte de suas fãs) nunca mais votem nele.

Depois de aprontar a confusão, teve uma arritmia e se internou para fazer exames. Oh, que dó!

Nós, simples mortais, quando fazemos alguma “cagada”, levamos puxão de orelhas das pessoas próximas  e não temos como fugir. Ficamos e enfrentamos, cara a cara, a “ira” do ofendido. Isso é ser digno e não “bater” e se esconder.

“É FAZENDO MUITA MERDA QUE SE ADUBA A VIDA”. essa deve ser a filosofia do “nobre” deputado.

Um obrigada a Nelson Camargo.

Morreu no começo da noite o jornalista Nelson Camargo, fundador do Diário de Votuporanga. Eu não vou escrever aqui  da importância dele para a cidade, da sua batalha para implantar e manter um jornal diário, de seu destaque regional…… Nada disso. Isso fica para os outros órgãos de imprensa local e regional que, tenho certeza, farão isso muito bem.

Eu quero aqui falar da importância que esse homem teve na “construção” das minhas amizades verdadeiras, pois foi trabalhando em seu jornal que conheci três dos meus melhores amigos: Zé Alberto, Rogério e Zappa(em ordem alfabética e não de importância para mim, pois amo os três). Pessoas que, se não fossem a convivência profissional, dificilmente fariam parte da minha vida pois, a primeira vista, não tinham nada a ver comigo. Um era “porra louca”, o outro vivia pensando em suicídio e, o outro, só queria ser colunista social dos “bons”- mas sem ser bicha, tá?-.

O jornal passou, nós envelhecemos -sob protesto-, amadurecemos -será?- e a amizade continua até hoje, quase 19 anos depois. Então, a minha gratidão ao sr. Nelson, “Nego”, pra nós da redação, vai além dessa vida. Desejo a ele um bom retorno à Patria Espiritual e que ele possa se encontrar com a D. Anita (esposa) e a filha Cláudia, que foram embora antes, matando um pouco das saudades que, eu sei, eram muitas. Obrigada sr. Nelson, continue com Deus.

”FAÇA OS SEUS DIAS VALEREM AS LEMBRANÇAS”.Bill Milton.

Dia das Mães para quem perdeu um filho.

Hoje é Dia das Mães e eu não posso deixar de comentar sobre a tristeza que se vê no  rosto de uma mãe que perdeu um filho. Gente, conheço várias e nunca vi uma se recuperar totalmente desse fato. Elas bem que tentam levar uma vida normal – pois nós, mulheres, somos fortes, e, geralmente, queremos ser super-heróis, sei lá, deve estar no gene,rs.-.

Dizem que não há como descrever a dor pela perda de um filho e eu acredito nisso. Não tenho filhos, tenho dois sobrinhos, e não poderia, sequer, pensar em perdê-los. Imagine uma mãe que está do lado, integralmente, do seu filho pro que der e vier.

A natureza, neste caso, inverteu o papel do destino: levou o rebento antes da genitora. E o brilho dos olhos dessa mulher desaparece, ela nunca mais será a mesma. E isso chega a comprometer o casamento, a relação com os outros filhos, porque pra estes, a vida está continuamente apresentando “novidades”, “descobertas”… Já o marido, parece que carece de um senso de amor mais apurado que só é destinado às mães.

Enfim, há prejuízos para toda uma família. Ela fica com seu alicerce abalada, pois a mãe está abalada. A mãe parece que não vive, vagueia por este mundo e, mesmo sorrindo, fazendo compras, indo a festa, ela faz isso porque sabe que é o que se espera dela, mas não vê mais graça nisso.

Eu penso sempre que grande prova é a perda de um filho para os componentes de uma família. Que dor imensa se abate sobre um lar quando isso acontece. Acredito que só a crença em  Deus possa ser um paliativo, nunca uma cura. Triste isso né?

Não sei se deveria escrever sobre isso num dia como hoje, mas os olhos de uma mãe que conheço me perseguem neste dia. Ela tem um olhar tão sofrido numa cara tão majestosa que chega a comover. Nunca deixou de cuidar do marido e dos outros filhos um dia sequer, mas nunca deixou de pensar no filho que se foi um segundo sequer. 

”A MORTE NÃO É A MAIOR PERDA DA VIDA. A MAIOR PERDA DA VIDA É O QUE MORRE DENTRO DE NÓS ENQUANTO VIVEMOS” – Norman Cuisins.

“Quem bate? É o frio!”

Gente, hoje o dia amanheceu diferente aqui em Votuporanga. Tá um pouquinho frio, cerca de 20 graus, mas, para nós, já é muito frio, pois aqui faz um calor danado.

Aí as pessoas saem na rua, a maioria reclamando que odeia frio, com roupas cheirando a armário, pois quase nunca são usadas. Começam a especulação também sobre feijoadas, fondue, moqueca….comidas “pesadas” que é ruim comer no calor. Rs.  E tem que ser feitas logo, quase que na hora, porque senão o frio vai embora. Aqui dura, no máximo, dois dias. É engraçado. A cidade fica diferente.

Todo ano, a previsão é de que o cenário vai mudar, devido ao aquecimento global e o inverno vai ser muito rigoroso, mas, até agora não se concretizou. Quem sabe este ano. Enfim, não gosto de frio, falo sempre que se fizer mesmo, vou colocar até fraldão pra não precisar ir no banheiro. Rs.

Mas, enfim, quero feijoada. Vou pedir pro meu amigo Zé Alberto, do “zeca-feira” -cozinheiro oficial da turma dos “desgarrados”- fazer. Afinal hoje é dia de “bebemorar” o friozinho. Rs. Com direito a caipirinha né? Esquenta mais.

“HOMEM É IGUAL A CAIXA DE ISOPOR, É SÓ ENCHER DE CERVEJA QUE VOCE LEVA PRA QUALQUER LUGAR”. Rs.

Gente legal com nomes esquisitos.

Klippson, Josikeli, Juscilea Kerry, Vivelinda, Graciosa, Deusarina, Rolando, Pombinha, Aleluia, Adibei, Dusidio, Agamenon, Ingret Daiane,  Telesforo, Odivan, Manhã, Aricléia, Felicidade, Benvindo, Asteróide… e muitos outros por aí afora.

O que será que pensa um pai quando coloca nomes desse tipo- tipo esquisito, rs- no filho? Provavelmente pensa só no agora e não nos prováveis 73 anos que esse ser viverá, visto que a média de vida do brasileiro está hoje nesse patamar. E a gente pensa: “Como pode alguem considerado normal achar um nome desses bonitos?” Rs.

Enfim, ainda bem que os pais de hoje estão voltando ao “normal” não querendo enfeitar tanto e colocando nomes considerados simples como Maria, João, Pedro, Antonio….

Ah, já ia me esquecendo, eu posso falar de nome esquisito, pois me chamo Ivanilcéia. Mas, gosto e muito, mas nunca colocaria numa filha. Rs.

”REALIDADE É PARA QUEM NÃO TEM IMAGINAÇÃO” -Homenagem aos pais dos “esquisitos”. Rs.

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